Objetivo Este artigo sintetiza as evidências mais recentes sobre a saúde mental de crianças e adolescentes na África do Sul, argumentando que investimentos precoces nesse sentido são essenciais para romper o ciclo intergeracional de violência, pobreza, discriminação e problemas de saúde mental, e identifica oportunidades para intervenção e fortalecimento de sistemas tanto dentro quanto fora do sistema de saúde. Método O artigo baseia-se em uma variedade de evidências para explorar a epidemiologia dos transtornos mentais em crianças e adolescentes e seus determinantes sociais. Enfatiza a necessidade de apoiar crianças e famílias ao longo do continuum desde a prevenção e intervenção precoce até serviços especializados de saúde mental, e examina como melhorar o uso de escolas e instalações de saúde para apoiar crianças e famílias. Resultados Cinquenta por cento dos transtornos mentais têm início antes dos 14 anos, portanto, é vital intervir precocemente no curso da vida para promover uma saúde mental ideal. Estima-se que 17% das crianças da África do Sul tenham um transtorno mental diagnosticável e tratável, mas apenas uma em cada 10 consegue acessar cuidados, com os serviços especializados em saúde mental infantil e adolescente concentrados em um punhado de centros urbanos. Portanto, abordagens inovadoras, como o projeto de fortalecimento dos serviços de saúde mental infantil e adolescente da Província do Cabo Ocidental, são necessárias para trazer serviços e apoio mais perto de casa. Conclusão A abordagem de outreach, treinamento e deslocamento de tarefas tem o potencial de aumentar a capacidade dos trabalhadores da linha de frente no nível de cuidado primário e deve ser realizada com uma abordagem centrada na criança e na família, incluindo serviços para adultos, para concentrar a atenção nas necessidades de vulnerabilidade e cuidado das crianças cujos pais apresentam transtornos mentais. Também é essencial fortalecer o apoio a crianças e famílias através da melhoria do acesso à assistência social, programas de parentalidade e escolas que promovem a saúde.
Simelane et al. (Thu,) estudaram esta questão.
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