RESUMO A radioterapia (RT) é um dos pilares do tratamento do câncer, com aproximadamente 50% dos pacientes recebendo regimes de radiação anualmente. No entanto, sua eficácia clínica é limitada por dois desafios persistentes: a radioresistência tumoral e danos induzidos pela radiação em tecidos saudáveis. Avanços recentes em nanomedicina resultaram em novos nano‐radiossensibilizadores capazes de aumentar a deposição de dose de radiação específica do tumor, preservando os tecidos normais, abordando assim ambas as limitações simultaneamente. Revisões anteriores avançadas cobriram extensivamente as propriedades intrínsecas dos nanomateriais e os mecanismos fisicoquímicos de radiossensibilização; esta revisão elucida sistematicamente os mecanismos de radiossensibilização sob a perspectiva dos subprocessos da RT, oferecendo uma nova estrutura para avaliar como mecanismos específicos modulam estágios discretos da resposta à radiação. Inclui o aumento da deposição da dose de radiação; redução do nível do sistema antioxidante para promover a produção de ROS; colaboração com outras maneiras de promover a produção de ROS; colaboração com a produção de substâncias citotóxicas exógenas; aumento da radiossensibilidade intrínseca das células cancerígenas; estabilização de lesões de DNA induzidas por radiação para suprimir a maquinaria de reparo; e aumento da morte celular imunogênica radiogênica para fortalecer a imunidade antitumoral. Além disso, discutimos tendências emergentes em terapias combinadas impulsionadas pela nanotecnologia. Esta perspectiva sistemática promove o design racional de nano‐radiossensibilizadores de próxima geração e informa protocolos de radioterapia personalizada. Este artigo é categorizado sob: Abordagens Terapêuticas e Descoberta de Fármacos > Nanomedicina para Doenças Oncológicas.
Zhou et al. (Mon,) estudaram esta questão.