A Responsabilidade de Proteger (R2P) é um dos princípios mais importantes do direito internacional, destinado a prevenir violações em massa dos direitos humanos, como genocídio, crimes de guerra, limpeza étnica e crimes contra a humanidade. O princípio foi adotado pela comunidade internacional como um mecanismo para prevenir desastres humanitários e garantir proteção para vítimas de violência. O objetivo deste artigo é analisar a aplicabilidade do princípio R2P no contexto do caso de Nagorno-Karabakh a partir da perspectiva do direito internacional e da prática política. A novidade acadêmica da pesquisa reside no fato de que a situação em Nagorno-Karabakh é examinada não apenas em termos das bases legais para invocar a R2P, mas também dentro do contexto mais amplo de fatores políticos que contribuem para a aplicação altamente seletiva desta doutrina. Este artigo é baseado na análise de atos normativos (incluindo documentos da ONU), fontes doutrinais, relatórios de organizações internacionais de direitos humanos e estudos de caso comparativos em que o princípio R2P foi aplicado ou não aplicado (por exemplo, Líbia, Síria, Ruanda, etc.). Portanto, a questão central deste estudo é se a comunidade internacional tinha os mecanismos legais para aplicar o princípio da Responsabilidade de Proteger (R2P) no caso de Nagorno-Karabakh. Ao conduzir esta pesquisa, os autores aplicaram tanto métodos científicos gerais (análise, abordagem histórica) quanto métodos específicos, como análise jurídica comparativa. A principal conclusão do estudo é que o caso de Artsakh destaca a aplicação seletiva e a dependência política do princípio da “Responsabilidade de Proteger” (R2P), o que coloca em questão sua eficácia como um mecanismo universal para prevenir catástrofes humanitárias. Ao mesmo tempo, representa uma experiência importante que pode servir como base para a revisão deste princípio e para o desenvolvimento de instrumentos mais flexíveis e independentes no futuro.
HARUTYUNYAN et al. (Qua,) estudaram esta questão.
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