Este artigo examina a transformação da linguagem de um veículo da verdade metafísica para o que eu denomino "a insubstanciação do significado em si" dentro do encontro terapêutico. Com base nas obras críticas de Eli Rubin, Elliot Wolfson, Susan Handelman, Gershom Scholem, Walter Benjamin e Franz Kafka, argumento que a linguagem no espaço de cura opera não como um meio transparente de comunicação, mas como um local de deslocamento, ocultação e revelação paradoxal. O discurso do paciente se revela fragmentário, incompleto e assombrado pelo inconsciente—qualidades que, quando devidamente entendidas, abrem camadas mais profundas de potencial de cura. Esta análise desafia abordagens terapêuticas convencionais que buscam extrair significado das narrativas dos pacientes, propondo em vez disso uma hermenêutica da presença que honra a essencial insubstancialidade da linguagem. Ao aplicar percepções da hermenêutica mística judaica, da teoria literária modernista e da filosofia crítica, este trabalho demonstra como o espaço entre curador e paciente se torna um local de encontro transformador precisamente através de sua indeterminação linguística. As implicações se estendem além da prática terapêutica para questões fundamentais sobre como o significado emerge em relações intersubjetivas e como a cura ocorre através da própria falha da linguagem em conter plenamente a experiência.
Julian Ungar-Sargon (Mon,) estudou esta questão.