Resumo As finanças em nuvem implicam na crescente dependência das instituições financeiras em relação à infraestrutura e às tecnologias de grandes empresas de tecnologia. Essa dependência se manifesta de maneira mais clara na provisão de serviços em nuvem, onde a hegemonia tecnológica americana despertou preocupações sobre a soberania tecnológica na União Europeia. Na China, as grandes empresas de tecnologia americanas não ganharam muito espaço, dado o papel das Techfins locais em uma tentativa mais ampla de instalar a governança algorítmica. As interdependências e segmentações observadas nas redes globais de tecnologia digital justificam uma análise mais aprofundada de como as finanças em nuvem se entrelaçam nas lutas de poder geopolíticas mais amplas. Com base na análise de documentos oficiais, este artigo estuda as dimensões geopolíticas da regulamentação das finanças em nuvem na UE, nos EUA e na China. Dada a natureza fragmentada da regulamentação em nuvem, compila percepções da proteção de dados, concorrência de mercado, regulamentação do setor financeiro e cibersegurança para entender como as finanças em nuvem são governadas em cada macro bloco. Nossa análise mostra como a regulamentação nos três blocos apoia a hegemonia financeira em nuvem dos EUA, enquanto produz a subordinação financeira em nuvem de seu aliado geopolítico, a UE, e atrai a China para um isolamento financeiro em nuvem.
Bassens et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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