Resumo Este artigo argumenta a favor de uma ‘fonologia’ multimodal, uma ‘fonologia’ que retoma o significado original da palavra ‘phone’ como referindo-se a ‘voz’ assim como a ‘som’ em geral, e que pode ser aplicada à fala, música, bem como outros sons. Três áreas são discutidas. A primeira é o ritmo. A linguística funcional sistêmica reduziu o papel do ritmo ao ‘pé’, mas outros vêem o ritmo também como desempenhando um papel significativo em níveis superiores e como o princípio organizador fundamental de todos os textos multimodais baseados no tempo. A segunda é a qualidade da voz ou, mais genericamente, a qualidade do som, como um recurso chave para expressar identidade, bem como estados e emoções fugazes. Baseado nas qualidades comuns a todos os sons, isso também se aplica a todos os modos semióticos baseados em som. A terceira é o potencial de construção de significado dos contornos de altura, que, argumenta o artigo, contribuem principalmente para a comunicação de emoção – novamente na fala, música, bem como outros sons.
Theo van Leeuwen (Sex,) estudou esta questão.