Enquanto os ambientes urbanos são comumente caracterizados e estudados como nós em redes internacionais de migração, economia, culturas e políticas, eles também são locais para a experiência corporal cotidiana através da qual culturas e identidades são performadas e produzidas de maneiras dinâmicas. Assim, não podem ser compreendidos como entidades fixas, mas como processos espaciais em constante desdobramento. Este artigo examina o papel que a experiência incorporada desempenha nesse processo, tomando como seu locus a questão: Como as cidades e os corpos urbanos são co-produzidos e performados pelos pedestres?. Seguindo o trabalho de Elizabeth Grosz (1992) e Manuel DeLanda (2016), argumento que as cidades são assemblages de topografias, climas, cartografias, arquiteturas e corpos intersecantes. Esses corpos tanto fazem quanto são feitos pela urbanidade, assim como a urbanidade faz e é feita por esses corpos. Baseando-me em trabalho de campo etnográfico em Lisboa, Portugal, exploro como um “corpo-lisboeta” é produzido na interação entre espaço e prática de caminhada incorporada de maneiras geográficas e culturalmente específicas. Além disso, argumento que os fluxos e atritos resultantes do movimento por Lisboa complicam as estruturas binárias que frequentemente são usadas para estudar cidades: global e local, passado e presente, humano e não-humano (e mais). Ao fazer isso, argumento que as cidades não são apenas pontos físicos de interconexão, mas como objeto de estudo, as assemblages urbanas exigem abordagens de pesquisa e metodologias que desafiem os limites da própria disciplinaridade acadêmica.
Lucy Petchel (Sáb,) estudou esta questão.
Synapse has enriched 5 closely related papers on similar clinical questions. Consider them for comparative context: