Objetivo Este estudo investiga se a diversidade de gênero nos conselhos melhora a divulgação de biodiversidade entre empresas listadas na África do Sul. Com base na teoria da legitimidade, na visão baseada em recursos e na teoria da massa crítica, examinamos até que ponto a representação feminina no conselho impulsiona relatórios de biodiversidade mais abrangentes, particularmente em setores ambientalmente sensíveis, e se um efeito de limiar fortalece essa relação. Design/metodologia/abordagem Utilizamos dados em painel que compreendem 1.016 observações ano-empresa de 254 empresas listadas na Bolsa de Valores de Joanesburgo entre 2018 e 2021. A análise baseia-se em regressões OLS com efeitos fixos de indústria e ano, além de modelos de efeitos fixos de empresa. Também testamos a presença de um efeito de massa crítica, investigamos a heterogeneidade setorial e realizamos verificações de robustez usando especificações e estratégias alternativas para abordar preocupações relativas à endogeneidade. Resultados Os resultados fornecem evidências fortes e consistentes de que a diversidade de gênero no conselho está positivamente associada à divulgação de biodiversidade. Esse efeito é mais forte em empresas com três ou mais diretoras e em setores ambientalmente sensíveis, embora também esteja presente entre empresas não financeiras de forma mais ampla. A associação positiva está concentrada nas dimensões de divulgação relacionadas a políticas, metas e governança, mas não é evidente em áreas mais técnicas, como valorização da biodiversidade, quantificação de riscos e medidas de impacto. Isso sugere que conselhos de diversidade de gênero podem impulsionar o compromisso estratégico, mas não necessariamente a implementação técnica. Implicações práticas Os achados destacam a importância da diversidade de gênero como uma alavanca de governança para promover a responsabilidade pela biodiversidade, mas também sugerem que deve ser complementada por capacidade técnica, expertise ambiental e sistemas organizacionais. Formuladores de políticas, investidores e defensores da sustentabilidade devem ver a diversidade de gênero nos conselhos como um fator facilitador que requer apoio adicional para traduzir compromisso em relatórios abrangentes. Originalidade/valor Este estudo amplia a literatura ao fornecer evidências novas sobre os determinantes de governança da divulgação de biodiversidade em um contexto de mercado emergente. Ele descompacta a natureza heterogênea da divulgação de biodiversidade e mostra que a composição do conselho influencia elementos estratégicos de divulgação mais do que os técnicos. Os achados têm implicações para a reforma da governança corporativa, políticas de divulgação e pesquisa sobre gênero e sustentabilidade.
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Reon Matemane
University of Pretoria
Titus Ayobami Ojeyinka
Ekiti State University
Abongeh A. Tunyi
Institute on Governance
Journal of Accounting in Emerging Economies
Swansea University
University of Pretoria
University of South Africa
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Matemane et al. (Terça,) estudaram essa questão.
synapsesocial.com/papers/68fa32a40df2e6cd2f742298 — DOI: https://doi.org/10.1108/jaee-02-2025-0058