Este artigo examina o conceito de imperialismo extrativo pela perspectiva das experiências no “Triângulo do Lítio”. O imperialismo extrativo representa uma iteração contemporânea de práticas coloniais históricas, caracterizado pela exploração de recursos naturais por corporações transnacionais em países subdesenvolvidos, resultando frequentemente em conflitos socioambientais. Este trabalho concentra-se no Triângulo do Lítio na América do Sul, que compreende Chile, Argentina e Bolívia, onde extensos depósitos de lítio atraíram considerável investimento externo. A análise demonstra como a interação entre o capital global e os governos nacionais frequentemente resulta na marginalização das comunidades locais, exacerbando tensões sociais e degradação ambiental. O trabalho elucidado as definições contrastantes de extrativismo e neo-extrativismo, sublinhando a exploração persistente e a centralização da riqueza. Ao focar nas dinâmicas sociopolíticas e nas estruturas de propriedade nessas regiões, o artigo enfatiza a necessidade de práticas de gestão de recursos sustentáveis e equitativas. O trabalho contribui para uma compreensão mais ampla das práticas extrativas no Sul Global, defendendo políticas que priorizem os direitos e meios de subsistência das populações indígenas e das comunidades locais em detrimento dos interesses corporativos transnacionais.
Aleksandar Korolija (Mon,) estudou esta questão.