Contexto/Objetivos: Correr é uma das atividades físicas mais populares em todo o mundo e tem sido amplamente estudada em relação ao desempenho e à prevenção de lesões. Além das medições realizadas em condições laboratoriais padronizadas, as unidades de medição inercial (IMUs) permitem a avaliação de parâmetros biomecânicos em ambientes do mundo real — particularmente durante corridas de resistência. O objetivo deste estudo foi investigar como correr uma meia-maratona em condições de campo afeta o esforço e vários parâmetros biomecânicos, conforme medido usando IMUs. Métodos: Vinte corredores completaram uma meia-maratona em um passeio plano e com superfície uniforme a um ritmo constante auto-selecionado correspondente a uma corrida de treinamento acelerada. Além da biomecânica dos membros inferiores, a frequência cardíaca (FC) e as avaliações de esforço percebido (REP) também foram registradas. Resultados: Um aumento significativo na FC e na RPE foi observado próximo ao final da meia-maratona, indicando a presença de fadiga durante as etapas finais da corrida. Os resultados biomecânicos demonstram ainda que essa fadiga estava associada ao aumento da aceleração tibial máxima, da velocidade angular máxima no plano sagittal do pé e da velocidade de eversão do retropé máxima, enquanto o ângulo de impacto do pé, a frequência da passada e o comprimento da passada permaneceram inalterados. Além disso, um aumento progressivo no tempo de contato com o solo e uma diminuição no tempo de voo foram observados ao longo da corrida, resultando em um aumento do fator de carga. Conclusões: Esses achados destacam o valor das avaliações baseadas em IMU para a detecção de mudanças biomecânicas relacionadas à fadiga durante corridas prolongadas em condições do mundo real, o que pode contribuir para a identificação precoce de sobrecarga e informar estratégias de prevenção de lesões.
Mitschke et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.