RESUMO O câncer de mama continua a ser o câncer mais diagnosticado em mulheres. Apesar do trabalho intensivo em novos compostos anticâncer, até 90% dos novos medicamentos anticâncer não progridem além da fase de ensaio clínico. Isso ocorre porque a quimioterapia afeta não apenas as células cancerosas, mas também os tecidos saudáveis, levando a efeitos colaterais, como cardiotoxicidade ou hepatotoxicidade. Modelos clássicos in vitro não refletem a complexa fisiologia do corpo, especialmente o ambiente fluidodinâmico e a comunicação inter-órgãos. Modelos animais nem sempre produzem resultados confiáveis devido a diferenças entre espécies. No estudo a seguir, uma abordagem avançada de microfluídica em um modelo multi-organ-on-chip é utilizada para analisar interações entre órgãos e seu impacto na resposta a uma substância terapêutica comumente utilizada. A solução aplicada permitiu o estudo simultâneo dos efeitos terapêuticos em três modelos de órgãos heterogêneos: fígado, tumor de mama e coração. O uso de quatro configurações de cultura diferentes possibilitou avaliar a importância das interações entre os modelos de órgãos sob condições microfluídicas. Com base nos resultados, nota-se a influência dos modelos de órgãos entre si, indicando que o microsystem projetado permite a avaliação de interações entre órgãos em condições que melhor reproduzem o ambiente in vivo. Interações entre órgãos afetam aspectos como viabilidade, atividade metabólica, morfologia e eficácia da substância terapêutica, o que está de acordo com as suposições.
Ulanowicz et al. (Sun,) estudaram essa questão.