Key points are not available for this paper at this time.
Resumo O aumento da competição na ciência e na educação superior gerou debates acalorados e atenção acadêmica nos últimos anos. Apesar de seus méritos significativos, as explicações predominantes sobre a competição não conseguem captar as dinâmicas competitivas na ciência e na educação superior: na maioria das vezes, os atores desse setor estão envolvidos não apenas em uma, mas em várias competições. As universidades como organizações, os pesquisadores como atores individuais e também os agentes estatais estão simultaneamente inseridos em competições diferentes, aninhadas e interdependentes, que chamamos de competição múltipla. Atores individuais e coletivos participam de formas heterogêneas—embora inter-relacionadas—de competição por bens simbólicos e materiais escassos, como atenção, reputação, posições de ranking, bolsas de pesquisa, publicações de alta qualidade, pessoal e emprego. Além disso, a multiplicidade de competições que acadêmicos individuais, universidades e agências estatais enfrentam pode se reforçar mutuamente. Usando recursos teóricos da sociologia e economia, propomos um novo referencial conceitual para analisar constelações de competição múltipla na ciência e na educação superior. Demonstramos o valor agregado dessa conceptualização para estudos empíricos ao abordar exemplos de diferentes sistemas acadêmicos.
Buenstorf et al. (Mon,) estudaram essa questão.