O padrão para estabelecer o conhecimento no crime de assistência a atividades criminais de rede de informação na China há muito tempo representa desafios na prática judicial chinesa. A natureza unidirecional e indireta desse crime frequentemente cria barreiras para as autoridades judiciais deduzirem efetivamente a intenção subjetiva do réu por meio de provas diretas. Este artigo estuda a evolução de "destruição conhecida" para "crime magnífico" nos padrões para estabelecer "conhecimento" no crime de assistência a atividades criminais de rede de informação. O resultado mostra que, recentemente, o sistema judiciário chinês enfrenta um desequilíbrio entre o combate efetivo ao crime e a salvaguarda dos direitos humanos individuais. Desde 2019, a interpretação judicial emitida pelo Supremo Tribunal do Povo e pelo Procurador-Geral do Povo na China diminuiu o padrão para estabelecer o conhecimento no crime de assistência a atividades criminais relacionadas à rede de informação de "conhecimento certo" para "conhecimento geral". No entanto, o conhecimento geral depende fortemente de fatos objetivos, como registros de transações anormais, para presumir a intenção do réu. Ao mesmo tempo, essa mudança diminuiu o padrão e os limites do conhecimento, essencialmente contornando uma investigação genuína sobre a consciência subjetiva do réu, resultando em um padrão de identificação excessivamente vago. Portanto, a doutrina da cegueira voluntária do direito penal anglo-americano oferece uma nova abordagem para reconstruir o padrão de estabelecimento do conhecimento no crime de assistência a atividades criminais de rede de informação. A cegueira voluntária pode ajudar primeiramente identificando sinais de alerta ao examinar se o réu estava ciente de quaisquer sinais suspeitos e determinar se o réu evitou deliberadamente confirmar esses sinais.
Yi Hin Tuen Muk (Thu,) estudou esta questão.