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A hormona de crescimento (GH) é secretada pela glândula pituitária e, além de suas funções clássicas de regular a altura, síntese de proteínas, crescimento de tecidos e proliferação celular, a GH exerce efeitos profundos sobre o metabolismo. Nesse sentido, a GH estimula a lipólise no tecido adiposo branco e antagoniza os efeitos da insulina no controle glicêmico. Durante a última década, uma ampla distribuição de neurônios responsivos à GH foi identificada em várias áreas do cérebro, especialmente nos núcleos hipotalâmicos que controlam o metabolismo. O papel específico da ação da GH em diferentes populações neuronais está começando a ser desvendado e, até agora, indica que o cérebro é um alvo importante da GH para a regulação da ingestão alimentar, gasto energético, glicemia e alterações neuroendócrinas, particularmente em resposta a diferentes formas de estresse metabólico, como glucoprivação, restrição alimentar e exercício físico. O objetivo da presente revisão é resumir o conhecimento atual sobre o papel potencial da ação da GH no cérebro para a regulação de diferentes aspectos metabólicos. As descobertas reunidas aqui nos permitem sugerir que a GH representa um fator hormonal que transmite informações homeostáticas ao cérebro para produzir ajustes metabólicos a fim de promover a homeostase energética.
Donato et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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