Este artigo de opinião teórica critica o cuidado centrado na pessoa com demência (PCDC) por negligenciar as dimensões estruturais da Outrasensão e do estigma. Em resposta a essas limitações, propomos três mudanças conceituais essenciais para superar a Outrasensão e o estigma vivenciados por pessoas com demência. Primeiro, embora o PCDC enfatize a agência individual, ele é limitado pelas prioridades institucionais e perspectivas profissionais, que podem, involuntariamente, reforçar desigualdades estruturais. Centralizar as experiências vividas das pessoas com demência como conhecimento essencial pode reequilibrar o poder e validar sua expertise. Segundo, reduzir o estigma significa ir além do foco individualizado do PCDC para reconhecer as condições sociais que perpetuam a Outrasensão. Isso requer interações inclusivas e reflexão profissional que desafiem suposições biomédicas. Terceiro, o PCDC é frequentemente restrito a ambientes de cuidado formal, negligenciando como as pessoas com demência mantêm papéis sociais e um senso de pertencimento à comunidade. Portanto, enfrentar o estigma requer estender o suporte para a vida cotidiana por meio de abordagens contextuais e baseadas em forças que sustentem os papéis sociais.
Ahmad et al. (Qui,) estudaram essa questão.