Este artigo propõe o conceito de mobilidades pluriversais. Usamos esse conceito para descrever como práticas criativas e pessoas se movem por lugares, disciplinas e tradições de pesquisa de maneiras que resistem a tendências universalizantes e fluxos de conhecimento unidirecionais. Nossas perspectivas teóricas se baseiam em estudos de mobilidade e literatura sobre métodos artísticos, participativos e etnográficos. Aplicamos essas perspectivas ao projeto eVoices, uma iniciativa financiada pelo AHRC realizada em 2018. Os resultados do projeto continuam a circular, muito tempo depois que seu financiamento terminou. Exploramos mobilidades pluriversais em duas áreas: o movimento de artefatos artísticos e o movimento de histórias e pessoas. Nossa análise é baseada em notas de campo etnográficas e entrevistas em profundidade para traçar trajetórias vividas móveis. Definimos mobilidades pluriversais em torno de três dimensões: mundos coexistentes (Brasil e Quênia), diversas tradições de pesquisa e disciplinas interseccionais. Argumentamos que as qualidades artivistas dos resultados do eVoices ativaram essas mobilidades pluriversais, fomentando diálogos nas dinâmicas Sul–Norte e Sul–Sul.
Medrado et al. (Sat,) estudaram essa questão.