Este editorial apresenta um quadro conceitual unificado abordando a origem da estrutura cósmica sem invocar singularidades ou condições iniciais explosivas. O zero absoluto é reinterpretado como um estado de referência neutro no qual a orientação perde significado físico, ao invés de ser um vazio energético ou limite terminal. Ao sair dessa condição neutra, a simetria perfeita torna-se dinamicamente instável, dando origem à quebra de simetria endógena e ao surgimento da orientação como o principal parâmetro de ordenação. Uma geometria de transição linear é empregada para isolar as consequências mínimas da instabilidade de simetria, revelando uma bifurcação em ramos de orientação complementares sem impor curvatura, expansão ou rotação. Com base nesse mecanismo de transição, um quadro cosmológico centrífugo é delineado, no qual a estrutura se forma progressivamente dentro de janelas de estabilidade ao longo desses ramos, preservando uma coerência central enquanto possibilita organização hierárquica. O trabalho reformula a evolução cosmológica como um processo impulsionado por transições, não explosivo, governado pela reorganização interna em vez de condições iniciais impostas. A orientação é identificada como o princípio iniciador a partir do qual a estrutura, a hierarquia e a organização em grande escala emergem, oferecendo uma perspectiva alternativa coerente compatível com as restrições físicas conhecidas.
Kujtim Gjoka (Sun,) estudou essa questão.