Resumo O Supremo Tribunal é menos limitado do que a ciência política reconhece. Juízes motivados podem alterar dramaticamente a política sem se submeter a atores nos outros ramos. Subvertendo restrições, os juízes podem aumentar seu poder e impor suas preferências irredutíveis. Usando a Reconstrução como exemplo, este artigo traz novas evidências para apoiar a afirmação de que um Tribunal autônomo precipitou o fim da Reconstrução. Faço três argumentos essenciais: Primeiro, o compromisso republicano com a proteção dos direitos civis federais se estendeu por mais tempo do que se supõe tradicionalmente. Segundo, o arquiteto do constitucionalismo pós-guerra, o Juiz Bradley, tinha um medo duradouro da igualdade racial e enfraqueceu as emendas de Reconstrução quando nenhum imperativo legal ou político o obrigava a fazê-lo. Por fim, as intervenções de Bradley dificultaram substancialmente a Reconstrução ao facilitar a “redenção” dos governos estaduais do sul. Este artigo emprega uma metodologia mista, utilizando uma análise de diferenças-em-diferenças e dados arquivísticos novos. Contrariamente à pesquisa que argumenta que o Tribunal simplesmente seguiu uma retirada republicana, o Tribunal remodelou dramaticamente o desenvolvimento político-social da Reconstrução.
Christopher Woods (Qui,) estudou essa questão.
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