Resumo Objetivo Muitos indivíduos autistas apresentam condições comórbidas, incluindo comportamentos internalizantes e externalizantes, problemas de sono, deficiências intelectuais e disfunção gastrointestinal. Investigamos o impacto dessas comorbidades infantis no estresse parental na tentativa de elucidar o mecanismo subjacente e como interagem com os sintomas centrais do autismo. No total, três modelos teóricos foram testados: as Hipóteses de Amplificação, Adição e Mediação. Métodos Participantes foram 453 pais de uma criança autista que relataram sobre os sintomas centrais de suas crianças, condições comórbidas e seu estresse parental. Resultados Análises de correlação revelam associações moderadas entre as condições comórbidas e o estresse parental, mas descobriram uma relação fraca entre os sintomas centrais e o estresse parental. Análises de regressão revelaram que, quando variáveis-chave foram ajustadas umas às outras, as condições comórbidas foram identificadas como preditores independentes do estresse parental. Uma análise subsequente de caminho indicou que os comportamentos internalizantes e externalizantes mediaram parcialmente a relação entre os sintomas centrais e o estresse parental. Não houve evidências para apoiar as Hipóteses de Amplificação, e evidências limitadas para apoiar as Hipóteses de Adição e Mediação. Conclusão Os achados reforçam o argumento de que crianças autistas requerem serviços multidisciplinares e intervenções que vão além de seu diagnóstico primário. Outras sugestões para futuras pesquisas sobre fatores comórbidos infantis e estresse parental são discutidas.
Shepherd et al. (2026) estudaram essa questão.
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