Resumo A neurociência cognitiva enfrenta um problema de medição: características centrais da mente humana não podem ser observadas diretamente no cérebro. Por exemplo, intenções são eficazes na geração de comportamentos, mas não podem ser reduzidas a quantidades subpessoais de atividade neural sem perder seu caráter normativo e orientado por objetivos. Essa limitação instrumental é fundamental, mas permanece insuficientemente reconhecida. Para trazer essa questão à tona e reorientar o campo em direção a uma solução, este breve comentário argumenta que teorias da relação mente-cérebro devem atender ao 'Critério de Participação': devem especificar qual a diferença mensurável que a presença de eficácia mental produz em comparação à sua ausência. Quando o Critério de Participação é aceito junto com o problema de medição, surge uma solução viável: a relevância dinâmica da eficácia mental não observável pode se manifestar indiretamente como um aumento na imprevisibilidade da atividade cerebral observável, quantificável através da entropia teórica da informação. O conceito de 'irrupção' é introduzido para formalizar especificamente essa parte da variabilidade não explicada derivada da eficácia, reformulando assim o 'ruído' dependente do contexto no cérebro como uma assinatura-chave da mente intencional em ação. A proposta teórica oferece novas avenidas para pesquisas em ciência cognitiva e intervenções clínicas.
Tom Froese (quinta-feira) estudou esta questão.