Resumo: O objetivo deste artigo é mostrar como a filosofia empírica de Dewey é anti-totalitária por meio de um exame de seu diagnóstico de como há uma ruptura decisiva dentro da filosofia ocidental. Primeiro, traço o relato de Dewey sobre a origem social da filosofia e como a concepção clássica dela foi instituída na filosofia ocidental. Em seguida, mostro que a filosofia moderna rompe com essa concepção devido à descoberta de uma noção alternativa de conhecimento. Com base nessas exposições, ofereço uma elucidação da concepção alternativa de filosofia de Dewey como uma formulação de um modo de vida que busca promover a individualidade por meio da criação de experiências. Argumento que essa concepção é anti-totalitária porque rejeita a negação da individualidade que Dewey considera implícita na concepção clássica. Finalmente, chamo a atenção para a importância contemporânea dessa conclusão, mostrando como o anti-totalitarismo de Dewey se relaciona com duas preocupações contemporâneas interligadas levantadas pelos estudiosos, convidando-os a retomar o projeto filosófico de Dewey com uma urgência renovada e crítica.
Shunji Ukai (Sat,) estudou esta questão.
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