Resumo Contexto A eletrocautério continua sendo a técnica convencional para dissecção de bolsos mamários em aumento, mas produz lesão térmica, dor pós-operatória e recuperação atrasada. Dispositivos de lipoclasia assistida por ultrassom podem fornecer uma abordagem menos traumática para o aumento mamário subglandular. Objetivos Avaliar a segurança, viabilidade e resultados pós-operatórios do aumento mamário subglandular guiado por ultrassom em tempo real utilizando dissecção ultrassônica, hipotetizando que a dissecção assistida por ultrassom pode ser realizada com mínimo trauma tecidual, dor pós-operatória e tempo de recuperação. Métodos Realizamos um estudo de coorte prospectivo incluindo mulheres saudáveis (com idades entre 21-45 anos) submetidas a aumento mamário subglandular primário. Todas as pacientes receberam dissecção guiada por ultrassom em tempo real utilizando dispositivos ultrassônicos após infiltração tumescent. Os desfechos incluíram tamanho da incisão, tempo cirúrgico, dor pós-operatória medida pela Escala Analógica Visual (EAV), complicações e características do implante. Resultados Incluímos 30 pacientes na coorte. A idade média foi de 30 anos (variação 22-45, DP 4,9). O volume médio do implante foi de 278,5 cc (205–375, DP 38,9), com um tamanho médio de incisão de 3,0 cm (DP ±0,34). O tempo cirúrgico médio foi de 40,2 minutos (24–55, DP 7,3). A intensidade da dor foi mínima no período pós-operatório imediato, com uma EAV média de 1,07 e uma EAV de 24 horas de 1,7 (DP ±0,78). Nenhuma paciente relatou a necessidade de medicamento analgésico adicional ou mais forte, nem declarou tê-lo tomado. Conclusões A dissecção subglandular guiada por imagem ultrassônica é tecnicamente viável, segura e bem tolerada, com dor mínima, incisões pequenas e sem complicações graves no acompanhamento de curto prazo. Este estudo piloto apoia o conceito de separação tecidual ultrassônica em cirurgia estética da mama. Estudos controlados maiores com acompanhamento mais longo são necessários para estabelecer seu papel.
Vega et al. (Sáb,) estudaram esta questão.
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