O Pizolgletscher, nos Alpes Suíços, já era uma geleira muito pequena quando o monitoramento da alteração de comprimento foi iniciado há 130 anos. As medições de balanço de massa in situ em resolução sazonal começaram em 2006. Durante os últimos 18 anos, a geleira perdeu 98% de seu volume e é considerada extinta desde 2022. No entanto, um pequeno remanescente de gelo de alguns milhares de metros quadrados é preservado sob os detritos de queda de rochas. O caso do Pizolgletscher permite acompanhar a extinção de uma geleira com uma série de observações de longo prazo abrangente. Além disso, a geleira desaparecida possui uma importância turística e cultural, como exemplificado por uma cerimônia de comemoração realizada em 2019. Aqui, conjuntos de dados de monitoramento detalhados (balanço de massa, área, volume, comprimento) são apresentados que iluminam os processos de desintegração da geleira antes de sua desaparecimento definitivo. A comparação com as variações regionais de balanço de massa indica que o sinal de geleiras muito pequenas pode permanecer representativo em escalas maiores, mesmo durante a fase final do ciclo de vida de uma geleira.
Huss et al. (Ter,), estudaram esta questão.