Resumo O transporte de calor oceânico em luas geladas molda a topografia da casca de gelo, um dos principais observáveis dessas luas. Dois processos-chave controlam o transporte de calor: a instabilidade baroclínica impulsionada por contrastes de flutuabilidade na superfície e a instabilidade convectiva impulsionada pelo aquecimento do núcleo. No entanto, simulações globais de oceanos não conseguem resolver com precisão a convecção sob condições realistas de luas geladas e, em vez disso, frequentemente utilizam parametrizações convectivas baseadas na Terra, que capturam apenas a mistura convectiva vertical e não podem representar a convecção inclinada alinhada à rotação nas luas geladas. Utilizamos simulações de alta resolução que resolvem a convecção para investigar o transporte de calor oceânico pela convecção inclinada em um regime de parâmetros relevante para luas geladas, isoladas da instabilidade baroclínica. O transporte total de calor segue o escalonamento Coriolis–Inercial–Arquímedes com uma dependência adicional de latitude. O transporte vertical aumenta com a latitude, e o transporte meridional é em direção ao polo. Esses resultados indicam que a convecção inclinada redistribui calor em direção aos polos, favorecendo uma casca de gelo afinada em direção ao polo, qualitativamente consistente com a distribuição de espessura de gelo observada em Encélado.
Zeng et al. (Qui,) estudaram esta questão.