RESUMO A regulação precisa da dissolução e liberação de íons de vidros à base de borato é essencial para otimizar seu potencial em várias aplicações, incluindo materiais antimicrobianos, angiogênese e usos médicos reabsorvíveis. No entanto, as interações multicomponentes entre modificadores de rede que governam esses comportamentos permanecem insuficientemente resolvidas. Neste estudo, uma estratégia de mapeamento de composição‐resposta foi empregada para avaliar sistematicamente 16 redes de borato multicomponentes. Utilizando uma abordagem de design de mistura (DoM), os efeitos individuais e de interação dos modificadores foram examinados em relação à perda de massa e à cinética de liberação de íons em condições fisiológicas simuladas. Esta abordagem fornece um mapa de composição‐resposta para o sistema estudado e uma base mecanicista para acelerar o desenvolvimento de formulações à base de borato. A extensão da dissolução variou de 20% a 72% em 10 minutos e entre 85% e 100% em 24 horas. A modelagem estatística indicou que a dissolução é governada pela sinergia dos modificadores, e não apenas pela concentração. Por exemplo, Ca2+ moderou a reatividade, F− inibiu a perda de massa a longo prazo e Ag+ acelerou a troca de íons. Os perfis cinéticos distintos para a liberação de B, Ca, Ag e F demonstraram transições ajustáveis em composição entre estados de dissolução transitórios e relativamente mais estabilizados. Coletivamente, esses dados estabelecem um mapa abrangente que vincula composição a função, permitindo controle preciso sobre o comportamento de degradação e liberação de íons. Essa estrutura possibilita a engenharia racional de biomateriais de vidro de borato que se reabsorvem com cinéticas definidas e podem ser funcionalmente ajustados para várias aplicações terapêuticas.
Andrea et al. (Sex,) estudaram esta questão.