Este estudo investiga a processabilidade e os limites de desempenho do polietileno de alta densidade (PEAD) recuperado de resíduos mistos de poliolefina sob condições realistas de reciclagem mecânica. A corrente de resíduos foi processada por extrusão e moldagem por injeção, com parâmetros ativamente adaptados. A análise por ATR-FTIR e DSC confirmou o PEAD como a matriz, contaminada com frações menores de polipropileno (PP), PET e poliuretano (PU). O material reprocesado exibiu um único pico de fusão a 132 °C e uma taxa de fluidez de fusão (MFR) de 9,9 ± 0,6 g 10 min−1, indicativa de degradação moderada. Os testes mecânicos revelaram redução da resistência à tração e alongamento na quebra em comparação com o PEAD virgem, indicando heterogeneidade composicional e baixa adesão interfacial. A microscopia eletrônica de varredura com emissão de campo (FESEM) revelou inclusões dispersas e microvazios atuando como concentradores de tensão, consistentes com a redução da ductilidade. Crucialmente, a redução progressiva da pressão de retomo durante a otimização do processamento foi essencial para estabilizar o fluxo de fusão e minimizar a degradação induzida por cisalhamento. Este ajuste permitiu o preenchimento consistente do molde, apesar da variabilidade do material. Os resultados demonstram que os resíduos mistos de PEAD podem ser valorizados com sucesso para aplicações não estruturais, como madeira plástica ou paletes, fornecendo um caminho sustentável para a reciclagem de correntes heterogêneas sem pré-tratamento ou compatibilização dispendiosa.
Vázquez et al. (Sun,) estudaram essa questão.