Relatamos um caso raro de hidropsia corneal unilateral tardia em uma mulher de 45 anos com ceratocone avançado e histórico de ceratoplastia penetrante falhada no olho contralateral. A paciente, monocular e diabética, apresentou um histórico de cinco anos de queda progressiva da visão no olho esquerdo. O exame revelou protrusão corneal severa, edema estromal difuso, sinal de Munson, neovascularização corneal e catarata densa. A tomografia de coerência óptica do segmento anterior (AS-OCT) mostrou afinamento estromal e fibrose com um rasgo da membrana de Descemet com bordas enroladas, confirmando hidropsia corneal crônica. Uma ceratoplastia penetrante foi proposta. Este caso destaca a importância do diagnóstico precoce, acompanhamento vigilante e manejo apropriado do ceratocone para prevenir complicações severas, como a hidropsia corneal, que podem, em última instância, exigir transplante de córnea, uma opção terapêutica não conservadora. A conscientização sobre tais apresentações raras e tardias é essencial para otimizar os resultados dos pacientes e preservar a função visual.
Ouadghiri et al. (Quarta-feira,) estudaram esta questão.
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