Objetivo Este estudo visa avaliar as consequências socioeconômicas e fiscais sistêmicas da política de restrição à compra de imóveis (HPR) da China, rastreando seu impacto desde a demanda habitacional até o comportamento dos desenvolvedores, mercados de terras e finanças públicas municipais. Desenho/metodologia/abordagem Este estudo utiliza uma estrutura de diferença-em-diferenças (DID) em uma amostra pareada de 71 cidades chinesas (2007–2016). Para abordar a endogeneidade, este estudo incorpora efeitos fixos de cidade e ano, tendências lineares específicas da cidade e pareamento com base na acessibilidade. Resultados A implementação da HPR efetivamente esfriou os preços das habitações e levou a uma contração significativa no investimento em habitação e no emprego setorial. Crucialmente, a política desencadeia uma diminuição de 3,95 pontos percentuais na proporção da receita de arrendamento de terras em relação à receita total municipal. Este choque fiscal é impulsionado principalmente pela redução da intensidade de lances e menores prêmios de terra, em vez de uma redução no volume de oferta de terras. Nenhum impacto significativo de curto prazo no PIB urbano agregado foi detectado. Limitações/implicações da pesquisa Os resultados destacam a vulnerabilidade estrutural dos orçamentos locais ao esfriamento do mercado imobiliário e sugerem a necessidade de diversificação das fontes de receita municipal. Originalidade/valor Este artigo fornece uma avaliação empírica unificada do “custo fiscal” do esfriamento do mercado imobiliário em uma economia dependente de financiamento baseado em terras. Identifica o mecanismo de transmissão específico dos choques do lado da demanda para a vulnerabilidade estrutural dos orçamentos municipais.
Chang et al. (Ter,) estudaram esta questão.