Este artigo examina a integração da inteligência artificial (IA) na administração pública e os riscos associados, particularmente no contexto das interações entre as autoridades públicas (APs) e as organizações não governamentais (ONGs). Enfatiza a necessidade de garantir abertura, transparência e a prevenção de aspectos negativos do lobby. O estudo analisa os aspectos econômico-organizacionais, institucionais e administrativos da implementação de IA. Identifica e sistematiza os riscos decorrentes da interação entre APs e ONGs, como imprecisões e preconceitos nos dados, violações de confidencialidade, algoritmos não transparentes e tendenciosos, bem como lobby e falta de supervisão ou responsabilização. A pesquisa tem como objetivo desenvolver critérios para avaliar a transparência das decisões de gestão sob a influência latente do lobby. Um conjunto de critérios é proposto, cobrindo acessibilidade da informação, a justificativa por trás das decisões, o envolvimento das partes interessadas e a presença de mecanismos de controle. Atenção especial é dada à contabilização de aspectos transformacionais (econômico-organizacionais, institucionais e administrativos) que afetam a interação entre APs e ONGs. Estes requerem uma abordagem abrangente para identificar riscos e desenvolver soluções eficazes para garantir o uso responsável da IA e aumentar a confiança pública nos órgãos governamentais.
Blizkiy et al. (Mon,) estudaram esta questão.