RESUMO A ruptura uterina continua sendo uma complicação catastrófica em países de baixa e média renda como a Nigéria. Este estudo identificou fatores de risco para ruptura uterina entre 91 casos e 400 controles em um hospital terciário nigeriano. Riscos aumentados foram observados para menor nível socioeconômico (Odds Ratio OR = 3.64, p = 0.015) e ausência de acompanhamento pré-natal (unbooked status) (OR = 11.3, p < 0.001). Fatores obstétricos com associações significativas incluíram alta paridade (≥5: OR = 5.7, p < 0.001), cesariana prévia (OR = 2.6, p < 0.001), uso de ocitócicos (OR = 8.2, p < 0.001) e trabalho de parto obstruído prolongado (OR = 41.6, p < 0.001). No modelo multivariável, cesariana prévia (Adjusted OR AOR = 16.6, p < 0.001), uso de ocitócicos (AOR = 17.6, p < 0.001) e trabalho de parto obstruído prolongado (AOR = 10.65, p < 0.001) foram fatores de risco independentes significativos. A alta paridade (≥5: AOR = 5.4, p = 0.021) também foi um fator de risco, enquanto a idade mais jovem (≤20 anos: AOR = 0.15, p = 0.023) mostrou-se protetora. O estudo evidencia a necessidade de aprimorar a assistência pré-natal e os serviços obstétricos de emergência. Uma limitação fundamental é a natureza retrospectiva deste estudo unicêntrico, que é suscetível a dados incompletos e potencial viés de seleção.
Tiamiyu et al. (Wed,) estudaram essa questão.
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