Ambientes urbanos estão contaminados por uma multiplicidade de poluentes atmosféricos. O ozônio troposférico (O3), o dióxido de nitrogênio (NO2) e as partículas em suspensão grossas (PM10) e finas (PM2.5) são os mais perigosos para a saúde humana. No entanto, a vegetação urbana, em particular as árvores, oferece uma variedade de serviços ecossistêmicos, incluindo a capacidade de melhorar a qualidade do ar. Plantamos 170 árvores jovens na cidade de Florença, utilizando cinco espécies com capacidades comprovadas de remover poluentes atmosféricos, e a pesquisa em campo aberto foi conduzida para avaliar seu potencial de remoção de poluição. Dispositivos de monitoramento multi-sensor foram utilizados para monitorar as concentrações de poluentes do ar e parâmetros meteorológicos nos primeiros três anos após o plantio. Os dispositivos foram instalados dentro/de fora da plantação e acima/abaixo das copas. O experimento mostrou que a seleção de espécies adequadas levou efetivamente a uma melhoria na qualidade do ar, com uma redução nos poluentes do ar monitorados abaixo da copa. Em detalhes, uma redução de O3 e NO2 foi detectada para as segundas (2023) e terceiras (2024) temporadas de crescimento, enquanto uma redução de PM10 foi observada apenas em 2024. A maior porcentagem média de redução foi encontrada para O3 (−9,1%) e PM10 (−24,5%) durante 2023 e 2024, respectivamente. Estes achados destacam que soluções baseadas na natureza são realmente eficazes na mitigação da poluição do ar, sugerindo sua implementação para expandir ainda mais os programas de reflorestamento urbano e preservar a saúde humana.
Manzini et al. (Wed,) estudaram esta questão.