Esta revisão destaca uma mudança clara de foco no estudo de gotículas coacervadas como modelos de protocélulas, passando de seu papel como microreatores passivos que concentram reagentes para sua função como matéria quimicamente programável capaz de processamento de informações e comportamentos semelhantes aos de seres vivos. Usamos "Entrada → Estado Escrito → Saída" como um fluxo de trabalho orientador e discutimos avanços recentes através de três pilares operacionais. O primeiro é o controle de reatividade local, onde o microambiente da gotícula direciona caminhos de reação e organização espacial de enzimas, incluindo ciclos de retroalimentação onde reações regulam o estado físico. O segundo pilar é a escrita de estados internos, que trata as gotículas como memória química endereçável por estímulos, com alvos de seletividade, latência e apagabilidade. O terceiro pilar envolve leituras externas, que transduzem estados internos em liberação programada de carga e sinalização química dentro de ambientes e entre comunidades de protocélulas. Finalmente, descrevemos perspectivas futuras, discutindo a transição da programação de funções determinísticas para a direção da evolução de populações de protocélulas que exibem comportamentos coletivos. Ao oferecer um kit conceitual coeso, esta revisão proporciona novas percepções além da simples noção de "reações mais rápidas em gotículas" e em direção à engenharia de arquiteturas cooperativas de ordem superior com funções semelhantes às de seres vivos.
Chen et al. (Ter,) estudaram esta questão.