RESUMO Parcerias de pesquisa entre o Norte e o Sul Global são cada vez mais esperadas para praticar a equidade, como defendido por movimentos de descolonização, no entanto, continuam moldadas por assimetrias de poder historicamente enraizadas. Enquanto críticas estruturais dominam os debates atuais, menos se sabe sobre como essas dinâmicas se desenrolam na colaboração diária. Este estudo explora como o pessoal institucional do Norte e Sul Global percebe e navega as interações de parceria, com foco em como os desiquilíbrios de poder são geridos e contestados. Foram analisadas cinco discussões em grupos focais específicas de regiões com 15 funcionários experientes, utilizando análise temática reflexiva, orientada pela teoria do trabalho de fronteira sociohistórica para examinar como as distinções de grupo são negociadas e transformadas na prática. Os participantes descreveram tensões entre o ideal de colaboração equitativa e as inequidades estruturais persistentes, com financiadores exercendo trabalho de fronteira configuracional através de seus critérios para promover a equidade. Pressões normativas para apresentar parcerias como bem-sucedidas frequentemente levaram a enfatizar os benefícios e evitar discussões abertas sobre os desafios. O pessoal empregou tanto trabalho de fronteira colaborativo (por exemplo, negociando papéis, minimizando diferenças) quanto competitivo (por exemplo, afirmando expertise contextual) para navegar essas tensões. Estendendo a teoria do trabalho de fronteira com uma lente sociohistórica, este estudo destaca dimensões relacionais e psicológicas das parcerias e chama por práticas e recursos reflexivos que possibilitem diálogo aberto para apoiar a equidade.
Buhl et al. (Quarta-feira,) estudaram essa questão.