Resumo Este artigo desafia a visão tradicional da causalidade linear da globalização tecnológica na história da meteorologia preditiva moderna. De acordo com essa narrativa linear, a telegrafia, ao permitir comunicação quase instantânea sobre grandes distâncias, foi a causa eficiente que produziu direta e inevitavelmente previsões climáticas em grande escala. No entanto, o papel dos cientistas jesuítas no Leste Asiático como pioneiros dos sistemas de alerta de ciclones demonstra não apenas que a narrativa linear é simplista demais, mas também convida a um exame rigoroso das relações entre redes de conhecimento anteriores e infraestruturas tecnológicas. Este artigo sustenta que a expansão das redes tecnológicas não implica inexoravelmente a expansão das redes de conhecimento. Portanto, não houve uma relação causal unidirecional, mas uma interação bidirecional concomitante; ou seja, houve uma coextensão de redes de conhecimento e tecnológicas, onde tanto os cientistas jesuítas quanto as empresas de telegrafia se beneficiaram mutuamente e compartilharam objetivos comuns diante de uma ameaça global — os ciclones. Isso oferece uma nova perspectiva não apenas sobre a história dos serviços meteorológicos, mas também da globalização científica.
Aitor Anduaga (Thu,) estudou esta questão.