Resumo Apesar do fato de que táticas climáticas ilegais ou violentas recebem enorme cobertura da mídia, os preditores psicológicos das intenções de se envolver nessas táticas ainda são pouco compreendidos. Este estudo examinou fatores demográficos e psicológicos teoricamente associados às intenções de ação climática convencional e radical entre 1427 apoiadores autodenominados da ação climática, acompanhados em três ondas ao longo de 12 meses. As intenções de ativismo convencional foram previstas por modelos estabelecidos que enfatizam o papel da convicção moral, raiva, identificação em grupo e eficácia do grupo na formação da ação. No entanto, no caso da ação climática radical, essas variáveis eram preditores fracos ou não significativos. Contrariamente à noção de que os atores climáticos radicais são motivados por antipatia em relação a grupos externos e intensidade ideológica, as intenções de ação radical estavam associadas positivamente à cordialidade e empatia em relação aos oponentes da mudança climática, não relacionadas à ideologia política, e negativamente relacionadas à crença na mudança climática. As intenções de ação radical também foram previstas pela juventude, personalidade e—mais fortemente—a percepção de que as pessoas que apoiam a ação sobre a mudança climática sofreram mais do que os oponentes (vitimização coletiva). Esses achados sugerem que as teorias precisam ser atualizadas para levar em conta as motivações únicas associadas ao apoio a táticas radicais no contexto da mudança climática. Os resultados têm implicações para ativistas e pesquisadores que buscam compreender o panorama em evolução dos protestos climáticos e o apoio público ao ativismo disruptivo.
Hornsey et al. (Mon,) estudaram esta questão.