O manejo florestal influencia serviços ecossistêmicos essenciais para o bem-estar da sociedade. No entanto, como essas atividades de manejo humano afetam a resiliência das florestas sob diferentes condições ambientais continua a ser pouco compreendido. Este estudo investiga como diferentes práticas de manejo florestal interagem com fatores biofísicos e explora seu efeito conjunto na resiliência florestal globalmente durante 2001-2015. Para abordar essa lacuna, desenvolvemos uma estrutura que integra a teoria da Calma Crítica, índices de vegetação baseados em satélite e aprendizado de máquina. Os resultados mostram que florestas naturais sem manejo exibem a maior resiliência entre todos os tipos de manejo florestal, seguidas por florestas naturais com manejo e florestas plantadas. No geral, as práticas de manejo florestal enfraquecem a resiliência de forma proeminente sob pressões antropogênicas intensas. No entanto, condições biofísicas específicas podem reverter esse padrão. Florestas plantadas mostram maior resiliência do que florestas naturais quando a razão de precipitação para evapotranspiração potencial excede 1,5 em climas úmidos, enquanto florestas naturais permanecem mais resilientes em climas mais secos abaixo desse limite. Esse limite reflete o ponto em que a disponibilidade de água se torna suficiente para compensar os efeitos prejudiciais originados por pressões humanas. Temperaturas frias, vegetação densa e alta fertilidade do solo podem ainda melhorar a resiliência das florestas manejadas para níveis típicos de florestas naturais.
Yan et al. (Mon,) estudaram esta questão.