Resumo Este estudo de métodos mistos examinou como as famílias gregas apoiam a alfabetização emergente e o desenvolvimento inicial da escrita de crianças em idade pré-escolar dentro de diversos contextos socioculturais e econômicos. Os dados foram coletados de 310 pais por meio de um questionário estruturado que combina medidas quantitativas de atividades de alfabetização com relatos qualitativos de rotinas familiares. As análises quantitativas revelaram relações significativas entre leitura compartilhada e a consciência da impressão das crianças (r = .46, p < .01), e entre o jogo tátil com letras e a proficiência na escrita do nome (χ²(3, N = 310) = 9.67, p < .01). Os achados qualitativos ilustraram que os pais fomentaram a alfabetização por meio de leituras baseadas em afeto e rotinas, uso lúdico de materiais e incentivo a comportamentos de escrita emergente, como rabiscos e tentativas de escrita do nome. No entanto, as famílias também relataram barreiras, incluindo restrições de tempo, limitações financeiras e acesso restrito a bibliotecas ou recursos comunitários de alfabetização. A integração de ambas as vertentes de dados destacou o “macro-escalonamento”, a noção de que o desenvolvimento da alfabetização em casa depende não apenas da interação parental, mas também de apoios sistêmicos, como parcerias escolares e infraestrutura pública. Esses achados ampliam as teorias socioculturais e de alfabetização emergente ao situar a alfabetização familiar dentro de um contexto ecológico mais amplo, enfatizando que o crescimento significativo da alfabetização surge de um engajamento relacional, criativo e ligado à comunidade. As implicações para a prática incluem o estabelecimento de centros de alfabetização familiar, acesso a material acessível e oficinas para pais para reduzir a lacuna entre motivação e oportunidade.
Papadopoulos et al. (Terça,) estudaram esta questão.
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