RESUMO A reforma das instituições públicas tem atraído atenção contínua tanto na academia quanto na formulação de políticas. No entanto, cada vez mais, há um reconhecimento crescente de que as reformas raramente são implementadas em um vácuo institucional. Em vez disso, novas reformas são sobrepostas a arranjos existentes, produzindo paisagens institucionais híbridas moldadas por trajetórias de reformas anteriores. Baseando-se na teoria das lógicas institucionais, este estudo examina como as reformas contemporâneas interagem com o que o artigo denomina ‘lógicas comunitárias’, uma forma de governança relacional enraizada em normas compartilhadas, reciprocidade e responsabilidade coletiva, por meio de um estudo de caso do Serviço Federal de Receita da Nigéria (FIRS). Com base em entrevistas com oficiais fiscais, consultores e outras partes interessadas, o estudo defende o reconhecimento das lógicas comunitárias como um modo distinto de organização institucional e a necessidade de reconhecer seu papel ambivalente tanto em possibilitar quanto em restringir a reforma. O estudo contribui para a administração pública e o desenvolvimento, avançando a compreensão das organizações públicas como comunidades, em vez de apenas como burocracias regidas por regras, e mostrando que até mesmo reformas tecnicamente justificadas podem tensionar a legitimidade se forem incompatíveis com arranjos institucionais existentes. Também oferece várias implicações para políticas e práticas em países com características institucionais semelhantes.
Edidiong Bassey (Sat,) estudou essa questão.