No início do século XIX, o obstetra escocês James Young Simpson (1811-1870), utilizando uma amostra placentária arquivada, provavelmente descreveu pela primeira vez um caso de pigmentação por malária. A amostra, coletada aos 4 meses de gestação, teria resultado de uma gravidez abortiva ou morte materna. A pigmentação negra dos tecidos já havia sido descrita anteriormente, mas não na placenta, embora uma possível associação de morbidade com a infecção por malária em mulheres grávidas tivesse sido considerada, até mesmo por Hipócrates. Este trabalho delineia as observações que ele fez no que foi a primeira revisão acadêmica da patologia placentária, que foram apresentadas em 1835 em sua palestra inaugural como Presidente da Royal Edinburgh Medical Society. O contexto histórico da malária na Escócia no início do século XIX é revisto, assim como a importância histórica do artigo de Simpson ao pioneirar a compreensão da inflamação e infecção placentárias. Sem saber, ele estava observando as consequências de uma das infecções gestacionais mais importantes que afetam a saúde materna e infantil.
Bernard John Brabin (Mon,) estudou essa questão.
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