Este artigo estabelece o tempo como uma condição morfogênica no design, ao invés de um parâmetro neutro ou um pano de fundo processual. Argumenta que a forma emerge através da organização temporal — via continuidade, ruptura, repetição e estabilização — ao invés de através da intenção representacional ou sequenciamento linear. Construindo a partir das concepções aristotélicas de tempo, movimento, causalidade e entelequia, o artigo reframa o design como uma estrutura de evento na qual as restrições temporais geram necessidade cósmica. Contra metodologias dominantes orientadas a processos, mostra como a multiplicidade temporal fundamenta a emergência, persistência e inteligibilidade da forma, e identifica um caso limite no qual a representação se desprende da gênese causal e se desvia para a superfície autorreferencial. A contribuição posiciona o Design como Evento como uma estrutura teórica coerente ancorada na causalidade temporal: o design é a arquitetura das condições temporais sob as quais a forma se torna necessária.
Theodoros G. kostas (Ter,) estudou essa questão.