Objetivo: Avaliar a associação da doença oclusiva carotídea (DOC) em glaucoma e suspeitos de glaucoma. Métodos: Revisamos retrospectivamente (janeiro de 2012 a junho de 2022) os prontuários médicos e os relatórios de Doppler carotídeo de 485 olhos de 279 pacientes suspeitos de glaucoma, com glaucoma de ângulo aberto primário (GAAP) ou glaucoma de tensão normal (GTN) com patologia vascular suspeita ou progressão inexplicada do campo visual de Humphrey (HVF). O envolvimento da artéria carotídea foi determinado pela presença de estenose significativa, conforme relatado na imagem Doppler carotídea. Resultados: A idade média dos pacientes foi de 63 anos (DP: 11,2), dos quais 78,1% eram homens. O envolvimento da artéria carotídea foi observado em 7,4% dos casos de GAAP, 11,4% de GTN e 12% daqueles com progressão inexplicada do HVF. Em contraste, apenas 3% dos indivíduos no grupo de suspeitos de glaucoma apresentaram estenose superior a 10% (P > 0,05). Houve uma correlação fraca entre o agravamento dos valores do índice do campo visual (ICV) e o aumento da estenose (r = -0,22). Conclusão: A DOC foi rara entre os suspeitos de glaucoma, mas mais comum entre os olhos com GTN e GAAP com progressão inexplicada e pode ter relevância clínica apenas nesses subgrupos.
Mamtani et al. (Qua,) estudaram essa questão.