A economia de Moçambique desacelerou drasticamente desde 2016, com dois terços da população abaixo da linha da pobreza. Enquanto mais de meio milhão de jovens entra no mercado de trabalho anualmente, a criação de empregos permanece fraca, já que a transformação estrutural favoreceu indústrias extrativas (em particular, projetos de GNL intensivos em capital) em relação à manufatura. A agricultura, que emprega três quartos da população, sofre com baixa produtividade e acesso limitado a insumos e financiamentos. A informalidade domina, respondendo por cerca de 95 por cento dos empregos. Os indicadores de desenvolvimento humano estão entre os mais baixos do mundo, com pressão fiscal restringindo gastos sociais e de desenvolvimento. Para enfrentar os desafios de crescimento de Moçambique, as reformas devem promover diversificação econômica, crescimento rico em empregos, modernização agrícola, melhoria da governança e expansão do acesso ao financiamento.
Can Sever (Sun,) estudou essa questão.