Os alimentos funcionais têm despertado crescente interesse pelo seu potencial na promoção da saúde e na prevenção de doenças. No entanto, a perceção e o conhecimento da população sobre estes produtos podem influenciar a sua aceitação e consumo. Este estudo observacional, de natureza transversal, teve como objetivo avaliar o conhecimento e a perceção sobre alimentos funcionais entre adultos residentes em Portugal, antes e após uma breve intervenção educativa. A recolha de dados decorreu entre 2 de maio e 1 de julho de 2024, através de um questionário online, com amostragem por bola de neve. Participaram 102 indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, maioritariamente do sexo feminino (77,5%), solteiros (66,7%) e residentes na zona urbana de Lisboa (88,2%). Antes da intervenção, 62,7% dos participantes afirmaram já ter ouvido falar de alimentos funcionais e 52% consideraram saber o que são. Após a explicação teórica, observou-se uma diminuição da concordância com as afirmações de que os alimentos funcionais "reparam danos causados por uma alimentação pouco saudável" (p = 0,047) e "melhoram o bem-estar" (p < 0,001), e um aumento da concordância com a possibilidade de "efeitos indesejáveis" (p = 0,002). Embora exista familiaridade com o conceito, persistem lacunas no conhecimento. Estes resultados reforçam a importância de estratégias educativas mais eficazes e ajustadas.
Massoni et al. (Wed,) studied this question.