Este ensaio reconsidera o episódio das Fadas de Cottingley, colocando a história material de seus negativos fotográficos no centro da narrativa. Argumenta que a transformação de uma piada familiar em um fenômeno mundialmente famoso surgiu através de uma conspiração acidental moldada não pela enganação deliberada de Elsie Wright e Frances Griffiths, mas pela subsequente manipulação, reetiquetagem e desaparecimento dos negativos originais. Baseando-se em extensa pesquisa nas Coleções Especiais da Biblioteca Brotherton, o capítulo demonstra como Edward L. Gardner e Harold Snelling—junto com a influência mais distante de Sir Arthur Conan Doyle—se tornaram co-autores do mito por meio de suas intervenções no registro fotográfico. As
Merrick; id_orcid 0000-0003-2631-3702 Burrow (Qua,) estudou esta questão.