Este artigo critica a rigidez da taxonomia de gênero ocidental, particularmente como representada pelo espectro LGBTQIA+. Faz isso ao destacar identidades e papéis de gênero do Zimbábue, Nigéria, Gana e Benin. Baseando-se em termos ndebele como babakazi (pai mulher), malume (mãe homem), ncukubili (intersexo) e wosana (divinador de água), assim como figuras shona como svikiro (médium espiritual) e bambomukunda (pai-filha), o artigo revela um rico arquivo de diversidade de gênero inacessível através de estruturas em inglês ou ocidentais. Além disso, examina o 'casamento de mulheres' e maridos mulheres entre os iorubás, igbos, nakanis e dahomeianos, ilustrando como essas uniões não conjugais de mesmo sexo borram as distinções entre identidade de gênero e orientação sexual. Através desses estudos de caso, o artigo defende uma taxonomia mais expansiva e culturalmente fundamentada que reflita a multiplicidade vivida e desafie as apagamentos coloniais.
Nolwazi Nadia Ncube (Ter,) estudou esta questão.