A hiperglicemia de estresse aumenta o risco de fibrilação atrial de nova início hospitalar em pacientes com infarto do miocárdio agudo?
Esta revisão destaca a hiperglicemia de estresse como um preditor significativo de fibrilação atrial de nova início hospitalar em pacientes com infarto do miocárdio agudo, impulsionado por mecanismos inflamatórios, oxidativos e autonômicos.
A hiperglicemia de estresse (HGE) é frequentemente observada em pacientes com infarto do miocárdio agudo (IMA). Evidências substanciais estabeleceram tanto a HGE quanto a razão de hiperglicemia de estresse (RHE) como preditores significativos e independentes de desfechos adversos, ligando-as a um aumento do risco de eventos cardiovasculares adversos maiores e demonstrando uma forte associação com fibrilação atrial de nova início hospitalar (FANH). Esta revisão consolida evidências epidemiológicas ligando a HGE a esses terminais clínicos e detalha os principais mecanismos patofisiológicos subjacentes pelos quais a HGE promove a FANH, incluindo ativação inflamatória, ativação do estresse oxidativo, disfunção no manejo do cálcio e remodelação autonômica. Pesquisas futuras devem priorizar a padronização de critérios diagnósticos para HGE, desenvolver modelos de previsão dinâmica integrados que incorporem HGE/RHE para risco de FANH e realizar ensaios clínicos direcionados para avaliar intervenções precoces.
Wei et al. (Terç,) estudaram esta questão.