Os corpos apoptóticos de hepatócitos (ApopBDs) são vesículas extracelulares formadas durante a apoptose de hepatócitos. Embora tenham sido inicialmente reconhecidos como resíduos celulares e vesículas que eliminam substâncias tóxicas e infecções virais no fígado, agora se sabe que atuam como mediadores-chave da comunicação intercelular que influenciam respostas metabólicas e imunes importantes, como inflamação, regeneração e fibrose. Embora inúmeras funções dos ApopBDs no fígado estejam emergindo, esta revisão se concentrará em discutir sua biogênese, caracterização e papéis em diferentes doenças hepáticas, com ênfase na comunicação intercelular com células residentes no fígado. Os mecanismos de lesão hepática são convoluídos por séries de interações prejudiciais entre os ApopBDs de hepatócitos e células residentes sobreviventes. Uma característica única da lesão hepática é um ciclo constante de apoptose de hepatócitos, que foi atribuído à comunicação entre os hepatócitos sobreviventes e seus ApopBDs. A progressão da lesão hepática também é afetada pela ativação de vias pró-inflamatórias e profibróticas, como TLR9/NLRP3 e JAK-STAT3. Dada a expressão de assinaturas moleculares específicas de hepatócitos nesses ApopBDs, sua aplicação como ferramentas diagnósticas pode melhorar o tratamento das doenças hepáticas. Embora a ciência dos ApopBDs de hepatócitos seja relativamente recente e ainda emergente, uma compreensão aprofundada desse aspecto da biologia hepática pode fornecer uma nova opção terapêutica para a progressão da lesão hepática.
New-Aaron et al. (Qua,) estudaram essa questão.