O Urdu/Hindi exibe uma construção curiosa na qual um verbo nominalizado de percepção se combina com o verbo ‘dar’. Como um predicado experienciador, ele toma um sujeito dativo; no entanto, não há outra instância na língua em que o sujeito de ‘dar’ seja um dativo. Além disso, o verbo ‘dar’ é um predicado de três lugares, mas o predicado experienciador N-V é apenas de dois lugares. Proponhamos uma análise pela qual a construção se origina em um predicado complexo agente N-V ditransitivo cujo argumento objetivo é reanalisado como um experienciador. Propomos que o mecanismo é semelhante ao posposto por Schätzle (2018) para o surgimento de sujeitos dativos no islandês, onde uma predicação originalmente locativa deu origem a predicados experienciadores.
Butt et al. (Sun,) estudaram essa questão.