Este estudo contribui para a discussão contínua sobre as atividades de mediação das empresas dentro de um cluster. Considerando o cluster como uma metáfora de rede derivada das relações estabelecidas entre atores nele, a literatura existente confirma que a localização de uma empresa na rede é um fator estratégico. No entanto, a literatura também argumenta que posições excessivamente centrais podem ter efeitos negativos ou de bloqueio, portanto as empresas devem expandir seus horizontes relacionais fora do cluster para explorar novos conhecimentos. Esta atividade, que pode parecer reduzir a conexão da empresa com sua rede local, pode aumentar seu valor como intermediária de conhecimento. Por sua vez, essa capacidade de mediação é aprimorada por outros fatores, como capacidade de absorção e vínculos com instituições locais de apoio. Para explorar essas questões de pesquisa, foi realizada uma investigação empírica dentro do cluster valenciano do Vale dos Brinquedos. Os resultados revelam que vínculos fora do cluster beneficiam a atividade de mediação da empresa. Eles também mostram que é necessário alcançar certos níveis de capacidade de absorção e conectividade com instituições locais de apoio para que essa dinâmica ocorra. Finalmente, consideramos que este artigo traz contribuições interessantes para o debate aberto na literatura sobre o valor dos intermediários de conhecimento em redes ou clusters. • Mediação em clusters é uma capacidade dinâmica condicional e não linear. • P&D a 5,9% marca o custo fixo das rotinas para decodificar conhecimento externo. • As empresas precisam de três vínculos institucionais para ganhar legitimidade como intermediárias válidas. • Dados qualitativos confirmam uma mudança não linear para mediação estrutural. • Vínculos extra-cluster impulsionam a mediação apenas após atingir limites específicos.
Expósito‐Langa et al. (Qua,) estudaram esta questão.