Resumo A impaciência do consumidor tem sido examinada por muito tempo sob a ótica da escolha intertemporal, onde a paciência é inferida a partir de decisões de aceitar recompensas atrasadas. No entanto, esta conceituação captura apenas a escolha de esperar, não a experiência de esperar. O Modelo de Processo da Paciência (PMP) de Sweeny desloca o foco das preferências temporais para o afeto temporal, definindo impaciência como uma resposta emocional de valência negativa a atrasos indesejáveis e paciência como a regulação ativa dessa emoção. Neste comentário, faço a ponte entre essas duas tradições mapeando os motores psicológicos da escolha intertemporal — impulsos afetivos, representações cognitivas, construção mental, percepção subjetiva do tempo e conectividade com o eu futuro — sobre os mecanismos que moldam as experiências de espera. Esta integração decisão-processo da impaciência revela onde as duas perspectivas convergem, onde divergem e por que essas distinções são importantes para entender o comportamento do consumidor. Proponho várias previsões testáveis ilustrando como a paciência na escolha e a paciência no processo se dissociam, como as motivações e representações mentais mudam ao longo da linha temporal decisão-espera e como os sinais ambientais podem reduzir a incerteza na escolha, porém aumentar a impaciência durante a espera. Em conjunto, essas percepções sugerem um modelo temporal mais completo da impaciência — que começa antes da decisão ser tomada e continua durante o atraso subsequente.
Selin A. Malkoc (Qua,) estudou esta questão.